08.12.15

Dicas

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Dor de cabeça e ansiedade na época pré-vestibular

Na época do vestibular é normal a gente sentir cansaço, estresse e ansiedade. É um período de escolhas e de esforço para passar em uma prova difícil. Alguns estudos mostram que a ansiedade pode, sim, causar dor de cabeça, de forma crônica (com muita frequência) ou eventual (de vez em quando)¹. E isso pode ser ainda mais comum para quem vai fazer o vestibular, já que o nervosismo é mais frequente para quem está no fim da adolescência ou início da vida adulta². Se identificou? 
 
Como reconhecer essa dor de cabeça?
A dor de cabeça ou cefaleia causada pela ansiedade é, geralmente, um tipo específico de dor: a cefaleia do tipo tensional (CTT)². Essa dor de cabeça é uma dor que não é pulsátil (fica doendo constantemente; ao invés da sensação de “marteladas”, a sensação é de pressão). Ela aparece nos dois lados da cabeça, de intensidade leve a moderada, e tem duração de 30 minutos até 7 dias². 
 
Por que a ansiedade causa dor de cabeça?
A cafaleia tensional é uma dor de cabeça de origem psicogênica². Ou seja, é um sintoma físico que tem causa psicológica – como a ansiedade, por exemplo. A ansiedade também pode aumentar as dores musculares e a contração dos músculos da cabeça. Toda essa tensão muscular na cabeça é o que causa a dor² (daí o nome de cefaleia tensional).
 
Como lidar com a ansiedade e evitar a dor de cabeça?
Alguns hábitos para controlar a ansiedade podem ajudar. Procure respirar fundo e praticar atividades de relaxamento físico; isso ajuda a combater a ansiedade. Sair para dar uma caminhada, praticar natação ou outros exercícios físicos também pode ajudar, eles contribuem para a sensação de relaxamento. Organizar suas atividades e estudos também ajuda muito a reduzir as chances da ansiedade aparecer³.
Além disso, ter mais controle sobre o que você está pensando ajuda. Aqui vale o ditado: “não coloque o carro na frente dos bois”. Não sofra por antecipação sobre como será o vestibular ou seu resultado na prova. Deixe os pensamentos negativos de lado e foque em coisas positivas e ideias racionais sobre como lidar com o que está lhe incomodando³.
 
Referências:
1. Gorayeb MAM, Gorayeb R. Cefaleia associada a indicadores de transtornos de ansiedade em uma amostra de escolares de Ribeirão Preto - SP. Arq Neuropsiquiatr. 2002;60(3-B):764-768.
2. Matta APC, Filho PFM. Sintomas depressivos e ansiedade em pacientes com cefaléia do tipo tensional crônica e episódica. Arq Neuropsiquiatr. 2003;61(4):991-994.
3. Biaggio AMB. A ansiedade do dia-a-dia. In: Lipp M. O stress está dentro de você.  Contexto; 2000;(2):53-59.